Ô Pânico!!
Ainda me lembro do dia que vim parar aqui.... Lembro do cheiro que tinha o ar, da sensação de curiosidade e medo ao mesmo tempo.
Era um dia de inverno, ano bissexto, dia 29 de um mês que nunca chega até esse dia: apenas há cada seis anos.
Saí da minha terrinha depois de um longo verão (quatro meses inteiros de praia!). Resolvi entrar no avião, assim, despresunçosa, de coração aberto, pra investigar o que havia do outro lado do Atlântico.
Cheguei!Cheguei no dia 29 de fevereiro! E eu nem havia planejado!
Da janela do avião vi um mar azul; uma mar tão azul, que me fez entender imediatamente um dos motivos da cor da bandeira. Ventava muito, como num desses dias em que os barcos ficam atracados no porto, impedidos de viajar. O avião, tentando pousar, dançava uma valsa nas mãos de um piloto mestre, que com talento numa pista tão curta, finalmente aterrizou. Foi então que me perguntei:
"O que diabos vim fazer aqui?!"E minha vontade naquele momento, era de que o piloto puxasse o freio de mão; e sem diminuir a velocidade, desse um cavalo de pau na pista, e que tomasse um impulso para levantar vôo novamente e me levasse de volta pra casa!
Pânico geral!Enquanto eu esperava as malas, o meu cérebro não parava de resmungar todo cheio de medos e muito bravo com a decisão impulsiva que havia me trazido até aqui: "O quê você veio fazer aqui? Porquê é que você fez isso?!! Como foi deixar seus irmãos, amigos, assim sem mais nem menos? Perdeu a cabeça?!!"
E eu tentava controlar o medo dizendo que tudo correria bem e que, afinal, se tudo não corresse bem, seria uma boa experiência de seis meses.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário