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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Déjà vu?

E enquanto o resto do mundo conversa sobre sustentabilidade, aqui ainda estamos na descoberta do mundo.
Quem tem a minha idade, ou mais, e uma boa memória, acredito que consegue lembrar daqueles anos que precederam as lojas O Boticário e os produtos da Natura.
Foram alguns anos de autodescobertas: conceitos revistos, autointerrogação, pesquisas, experimentos....e voilá, um passo à frente da humanidade!
Essa fase de «vida natural», produtos naturais está chegando por aqui (!!!).
E aí você pensa:  mas é produto novo ou é produto antigo que aqui só está saindo agora?
E depois você se pergunta: mas eu vivo num país comunista com embargo?
Será?
Cora Coralina, dê-me a coragem que me falta para, literalmente, reviver!!!

sábado, 23 de março de 2013

Anarquismo x Humanismo x Falta do que fazer


Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes", a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura" + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita  e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias baseadas na livre associação.
Anarquia significa ausência de coerção e não a ausência de ordem. A noção equivocada de que anarquia é sinônimo de caos se popularizou entre o fim do século XIX e o início do século XX, através dos meios de comunicação e de propaganda patronais, mantidos por instituições políticas e religiosas. Nesse período, em razão do grau elevado de organização dos segmentos operários, de fundo libertário, surgiram inúmeras campanhas anti anarquistas. Outro equívoco banal é se considerar anarquia como sendo a ausência de laços de solidariedade (indiferença) entre os homens, quando, em realidade, um dos laços mais valorizados pelos anarquistas é o auxílio mútuo. 



Outro dia apareceu um duende na minha vida, 
falando e explicando o que eu deveria fazer... 
num tom "lição de moral".
E aí eu comecei a pensar...


Acredito ser uma pessoa lúcida. Ainda!

Não me venha com histórias teóricas se você mesmo não as coloca em prática!
Sou mãe, tenho filhos, e felizmente ou não, vivo numa sociedade imposta; a mesma sociedade em que vivem mais de três bilhões de habitantes (considerando que o globo terrestre tem mais de sete bilhões e que apenas a Ásia compõe 3/5 da humanidade).
Se sou responsável de acordo com os dogmas da minha sociedade, acredito que tenho o dever de criar e educar meus filhos de forma que estes sejam aceitos mais tarde, pela mesma sociedade. Não critico quais valores eles adotarão ao tornarem-se adultos, mas meus princípios me dizem e me empurram à educá-los para uma sociedade, e não para mim mesma.

Fico irritada com pessoas que tentam criar polêmicas sob condições completamente seguras, do tipo casa comida e roupa lavada, enquanto você faz tudo sozinho por falta de ajuda e mais um monte de outras coisas. O tipo de pessoa que não tem a menor noção de matemática, vem te ensinar trigonometría!

Nunca tentei cabides de emprego e onde trabalhei fiz o melhor possível. Você, que ficou aí sentado, a vida inteira protegido por ter um patrão invisível chamado governo, se trabalhou ou não, que com certeza tirou todas as férias que teve direito e mais um monte de licenças sem explicação.... não me venha dar lições de como sobreviver ou me comportar nesta sociedade.

Sou anarquista!

Sim, e não tenho a menor dúvida do que significa «a-nar-quis-mo». 

Contradição?

Talvez: 
vivo numa sociedade que teoricamente aceito, 
educo meus filhos com estes princípios, 
e me declaro anarquista! 

Hmmmm!

Se você têm filhos, você poderá entender minha contradição, caso contrário se alienar do mundo pode te parecer uma solução super fácil. E ainda assim, alienação não é anarquismo!


Sou cidadã do mundo, sem fronteiras; inteligente o suficiente à ponto de não levantar bandeiras como se meu país fosse o melhor do mundo!

Somos todos seres humanos. 

Uns com mais oportunidades e outros com menos. E pra mudarmos essa diferença que parece tão simples, temos que começar a entender, de uma forma simplista, que somos, apenas, todos seres humanos.
O rico é ser humano, o pobre é ser humano, o asiático é ser humano como o latino é ser humano. O alemão não é algo mais do que ser humano, como o inglês também.
O que cada um de nós leva à mais ou à menos, é a bagagem cultural, o nível de educação.


Será que sou Humanista?


Quero acreditar num mundo melhor, pela mão de cada ser humano. Quero acreditar que a solução não é uma revolução imposta para mudarmos valores. Quero acreditar que cada um de nós, de uma forma individual, compreenda a capacidade de mover um grãozinho pra podermos fazer uma montanha. Cada um de nós, mudando conceitos, podemos criar um amanhã (e que seja um depois de amanhã!) melhor pra todos.

Se todo mundo parasse de ficar atacando o outro com conceitos furados, com propostas que nunca foram experimentadas....
Não desperdice seu tempo! Não espere ver o resultado para agir depois. Não fique aí, dando conselhos por trás de uma vaga segura. Seja um ser humano HUMANO.

Se você pode ajudar, ajude. Caso contrário, não atrapalhe. Use seu raciocínio e aprenda, abra os olhos, seja mais consciente, veja o que acontece ao seu redor. Não espere que o topo da pirâmide resolva seus problemas: você é a base.

Sua revolução externa é a evidência clara de uma pessoa que começou a pensar agora. Não existe cedo ou tarde para aprender. Não é essa a minha questão. Estou apenas tentando te pedir sutilmente que você não se meta na minha vida fazendo demonstrações de conceitos morais!

E aliás, esqueci de completar, que esse sistema que você tanto odeia, chamado capitalismo, é o sistema que te permite viajar pelo mundo e vestir as roupas de marca que você gosta. Mas como provavelmente esse capitalismo que você odeia está tentando colocar fim nas estatais.... a coisa começa a pesar, não é mesmo?

2013: Mar Revoltado!

Desliguei tudo!! TV, Radio, nao compro mais jornais.....
Preferí viver numa bolha fantástica.
Covardia? Falta de coragem?
Realmente não me interessa!
A política deixou de existir pra mim há anos! Vou às urnas pelo que o voto representa, não pela minha representação civil através dos políticos e seus partidos. Ignorância? Talvez.  De qualquer forma, o certo e o errado somos nós que criamos (ou recriamos!).
Chegou a hora de quebrarmos, rompermos as barreiras e os estereotipos, que tantos anos nos condicionaram a adquirir, e cultivar. Temos que viver uma epoca humanista, quero dizer: podemos pensar no bem estar de nos mesmos extendido aos nossos semelhantes? Talvez seria essa forma a sustentabilidade? Podemos! Basta querermos!!

Entre «poder» e «querer» existe uma ponte gigantesca, que somente os que conseguem enchergar além, conseguem percorrê-la.
Acredito que o ser humano é uma forma completamente adaptável. Somos maleáveis e podemos sobreviver sob diversas formas de pressão, basta entendermos porquê estamos «planando» por aqui.... mas entrarei em conversas religiosas ou semi, idealismos, cultos, e esse não é o motivo real do texto.
Aliás, já aconteceu de você estar passando por algum lugar, e uma pessoa, de uma geração diferente da sua, com uma aparência como a sua, mas em outra geração, te olhar bem nos olhos na hora em que você passa por ela? Você já parou pra pensar que essa pessoa poderia ser a representação do «você» na velhice, ou na terceira idade, ou na adolescência? Você já parou pra pensar que «todas as suas vidas» estão «no aqui e agora» acontecendo exatamente ao mesmo tempo? Quero dizer, não existe o amanhã, ou o otem..... mas todos os «você» estão vivendo o mesmo período cronológico?

Hei!! Voltando!

O que anda acontecendo? Onde estão tentando levar as coisas? Até quando? Até onde?
Estamos realmente passando por uma época de mutação espiritual? Realmente «os americanos tem culpa de tudo» (chavão grego!!) ?
Como se fosse uma guerra: devagar e mais, entram dia-a-dia mais países, e dia-a-dia mais pessoas desempregadas, os problemas sociais aumentando, e as «forças armadas do dinheiro» avançando e conquistando mais territórios!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

1996: Mar Agitado

Ô  Pânico!!
Ainda me lembro do dia que vim parar aqui.... Lembro do cheiro que tinha o ar, da sensação de curiosidade e medo ao mesmo tempo.
Era um dia de inverno, ano bissexto, dia 29 de um mês que nunca chega até esse dia: apenas há cada seis anos.
Saí da minha terrinha depois de um longo verão (quatro meses inteiros de praia!). Resolvi entrar no avião, assim, despresunçosa, de coração aberto, pra investigar o que havia do outro lado do Atlântico.
Cheguei!
Cheguei no dia 29 de fevereiro! E eu nem havia planejado!
Da janela do avião vi um mar azul; uma mar tão azul, que me fez entender imediatamente um dos motivos da cor da bandeira. Ventava muito, como num desses dias em que os barcos ficam atracados no porto, impedidos de viajar. O avião, tentando pousar, dançava uma valsa nas mãos de um piloto mestre, que com talento numa pista tão curta, finalmente aterrizou. Foi então que me perguntei:
 "O que diabos vim fazer aqui?!" 
E minha vontade naquele momento, era de que o piloto puxasse o freio de mão; e sem diminuir a velocidade, desse um cavalo de pau na pista, e que tomasse um impulso para levantar vôo novamente e me levasse de volta pra casa!
Pânico geral!
Enquanto eu esperava as malas, o meu cérebro não parava de resmungar todo cheio de medos e muito bravo com a decisão impulsiva que havia me trazido até aqui: "O quê você veio fazer aqui? Porquê é que você fez isso?!! Como foi deixar seus irmãos, amigos, assim sem mais nem menos? Perdeu a cabeça?!!"
E eu tentava controlar o medo dizendo que tudo correria bem e que, afinal, se tudo não corresse bem, seria uma boa experiência de seis meses.